Guia de entrevista qualitativa para Design Centrado no Usuário na internet.

June 7th, 2010

Adaptado do IDEO UCD Toolkit

A entrevista qualitativa ou em contexto é uma longa conversa (em média 1,5 horas ou mais) que explora os valores, desejos, frustrações e aspirações do entrevistado.

Ao contar histórias, as pessoas revelam questões importantes e oportunidades existentes em suas experiências diárias. Muitas vezes, o que as pessoas dizem que fazem e o que realmente fazem não são a mesma coisa. Assim é importante não basear a entrevista apenas em perguntas diretas. Aqui vão algumas técnicas para coletar histórias ricas em uma entrevista.


Sua entrevista deve:

-Ser longa o suficiente para fazer o entrevistado se sentir realmente ouvido e que lhe permita ir além de Scripts ensaiados.
-Ser focada o suficiente para que você sinta que está obtendo informações úteis para direcionar seu desafio de design.
- Ser generalista o suficiente para que você a sinta como uma conversação aberta que o pode levar a ter idéias inesperadas.
- Gerar um verdadeiro bate e volta que o faça sentir como em uma conversa que facilita a entrevista.
- Fazer com que os entrevistados sintam que a entrevista é sobre eles, não sobre o produto, serviço ou organização que você está representando.

Preparação da entrevista

Passo 1: Produza uma lista de tópicos relativos ao seu desafio estratégico para serem cobertos na pesquisa de campo.
Passo 2: Descubra quem pode responder perguntas sobre estes tópicos.
Passo 3: Formule as perguntas    


Perguntas de Abertura

Aqueça os participantes com perguntas que lhes sejam confortáveis.
1. Dados demográficos dos moradores?
2. Quem faz o quê?
3. Histórias de um passado recente

Perguntas de Expansão
Sugira uma linha de pensamento mais ampla, mesmo aspiracional, à qual eles podem não estar acostumados em seu dia a dia.
4. Aspirações para o futuro
5. Questões de caráter amplo e sistemático

Perguntas de Sondagem em profundidade
Mergulhe fundo no desafio em questão e sugira cenários
hipotéticos.

6. Fontes de renda
7. Perguntas específicas ao desafio de inovação
8. Para perguntas abstratas use cenários dialéticos para facilitar a resposta.

Dicas de Entrevista

- Faça perguntas abertas
, que exijam mais do que uma simples palavra para serem respondidas.
- Escute atentamente, mesmo se estiver tomando notas ao mesmo tempo.
- Tenha uma conversa dinâmica. Não entreviste a partir de um script.
- Permita longas pausas.
- Faça perguntas locais (mesmo se você for um especialista) para ouvir as explicações nas palavras do entrevistado.
- Não corrija as pessoas. Entenda suas percepções e porque elas podem perceber coisas diferentes de você.
- Peça para o entrevistado lhe mostrar como ele faz alguma coisa. Em seguida pergunte por que repetidamente até perceber os princípios que determinam aquele comportamento.
- Permita que o entrevistado faça desenhos ou diagramas sobre experiências relevantes para se expressar melhor.
- Peça que o entrevistado pense em voz alta.

- Lembre-se: o entrevistado é o especialista

10 principais fatores influenciadores da credibilidade de um site

November 6th, 2009


A universidade de
Stanford tem um grupo de estudos especializado em credibilidade na WEB. Eles
desenvolveram uma lista dos  10 itens que
mais influenciam a credibilidade de um site.

 A credibilidade é muito importante
para o bom desempenho de qualquer coisa na internet. Veja por exemplo como o Peter Morville  inclui este conceito na sua teoria de
experiência do usuário
.

Por isso traduzi a dita lista  e incorporei uns pitacos pessoais.Veja o o que seu
site precisa respeitar para ser respeitado na internet:


1 – Facilite a
verificação das informações do seu site.

Se as informações do seu site são confiáveis, não tem
porquê esconder as fontes. Disponibilize o link de onde você tirou a
informação, cite nomes e referências .

2 – Mostre que existe
uma instituição organizada por
trás do projeto

Transfira  a
autoridade de organizações respeitadas para o conteúdo.  Funciona como um “Page Rank Cognitivo”.  Exiba logomarcas, números de registros , entre
outras informações oficiais que demonstrem que seu site tem bala na agulha.

3 – Realce a
experiência da organização nos serviços que oferece e nos conteúdos que
disponibiliza.

Você tem um conteúdo de qualidade? Os profissionais da sua
empresa são os melhores do mercado?  Exponha  e explore isso de maneira objetiva. Diga
também a quanto tempo sua empresa está no mercado, exiba cases de sucesso,
depoimentos de parceiros, clientes etc.

4 – Mostre as pessoas
honestas e confiáveis por trás do projeto

Exiba nomes. Forneça  contatos pessoais na medida do possível. Se o
usuário tem acesso fácil a quem está envolvido com o desenvolvimento de um site
ele pode esclarecer  suas desconfianças
pessoalmente.

5 – Facilite o
contato

Quem não deve não teme. Os usuários se sentem seguros ao
saber que podem fazer contato com o site rapidamente e por diferentes caminhos.  Não esqueça  de sempre responder os contatos.

6 – O design do seu
site deve parecer profissional (ou apropriado para sua finalidade)

Aí está um dos fatores que atestam a importância da beleza
do layout na usabilidade. (esse é pra você JU).  Ninguém confia em um site feio ou com aparência
amadora.

7 – Faça seu site
fácil de utilizar, e útil

Problemas de usabilidade também evocam amadorismo além de
irritar o usuário prejudicando as conversões. Sites que não servem pra nada
então, não é preciso nem comentar.

8 – Atualize seu site
frequentemente (ou pelo menos mostre que foi revisado recentemente)

Uma das coisas mais legais da internet é o dinamismo. Mesmo
se um site tem conteúdo estático (página institucional por exemplo) ninguém
vai confiar muito se a última atualização foi no tempo do epa.

9 – Seja moderado com
conteúdos promocionais (anúncios e ofertas)

Quando a esmola é demais o santo desconfia.  Mas além da desconfiança  comercial (produtos
baratos demais por exemplo), se mais de 70% da área do site é tomada por banners e
links patrocinados, é porque o conteúdo é duvidoso ou não deve ser muito importante.

10 – Evite todo o
tipo de erro, por menor que seja.

Bugs também são fortes indícios de amadorismo e de
deficiências no projeto.  É melhor uma
funcionalidade que não existe do que uma que não funciona.

Confira as dicas no original:


http://credibility.stanford.edu/guidelines/index.html

Curso de Arquitetura de Informação em Curitiba – Mídia Digital + SPEI

November 4th, 2009

A equipe de arquitetura de informação da Mídia Digital em parceria com a SPEI, vai realizar o curso de Arquitetura de Informação para a web nos dias 28/11 (sábado), 29/11 (domingo) e 12/12 (sábado) em Curitiba – PR.

PROGRAMAÇÃO DO CURSO (24 horas)

Módulo I – Introdução teórica e fundamentos da experiência do usuário (3 horas)
Módulo II – Sistemas da Arquitetura de Informação na web (3 horas)
Módulo III – Processo e Metodologias (10 horas)
Módulo IV – Apresentação de trabalhos (2 horas)
Módulo V – Scrum e Mobile (2 horas)
Módulo VI – Cases práticos e universo da Arquitetura de Informação
Módulo VII – Projeto final e teste de usabilidade simulado (2 horas)

Para saber mais e fazer sua inscrição visite o blog do curso.

Wireframe de uma Vaca: Definindo as etapas de especificação

September 21st, 2009

Precisa explicar para alguém o que é e como se faz um Wireframe? Acho que uma parte de seus problemas acabaram!

Peça para o seu interlocutor pensar que um site é como se fosse uma vaca, e então mostre o exemplo abaixo para ele.

Depois é só dizer quanto custa! Confira:

Thumbnail image for wireframe-vaca.png

Lorem Ipsum inteligente – Texto de marcação com contagem de caracteres.

September 17th, 2009

Com a ferramenta de macros do word, fiz esse lorem ipsum com contagem a cada 50 caracteres.

Ajuda na hora de ter uma idéia mais objetiva de quantidade de texto só olhando para o wireframe ou layout.

Acho que pode ser útil. Copie e cole à vontade:

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Curso de Arquitetura de Informação em Curitiba – Mídia Digital + PUC-PR

June 24th, 2009

A equipe de arquitetura de informação da Mídia Digital em parceria com a PUC-PR , vai realizar o curso de Arquitetura de Informação para a web nos dias Dias 08, 15, 22 e 29 (Sábados) de Agosto de 2009 em Curitiba – PR.

PROGRAMAÇÃO DO CURSO (32 horas)

Módulo I – Introdução teórica e planejamento estratégico (4 horas)
Módulo II – Elementos da Arquitetura de Informação na web (4 horas)
Módulo III – Processo e Metodologias (16 horas)
Módulo IV – Cases práticos e universo da Arquitetura de Informação (4 horas)
Módulo V – Projeto final e teste de usabilidade simulado (4 horas)

Para saber mais e fazer sua inscrição visite o blog do curso.

Você já leu algum livro do Nielsen?

May 19th, 2009

Você já leu algum livro do Nielsen?

Como alguém diz que o que valerá são as regras do usuário e promover o “enterro de Nielsen” no mesmo texto ?  Não eram as regras do usuário que o próprio defendia?

Nielsen cometeu muitos erros, muitas previsões insanas e também tem muitos conceitos defasados. O que não podemos esquecer é que como precursor da usabilidade na web ele criou princípios baseados em EXPERIÊNCIAS e não na retórica estereotipada que fundamentam certos posts.

Se os princípios do Nielsen forem analisados de forma honesta e sem o peso da auto afirmação através da crítica, temos uma firme base experimental para aumentar a eficiência dos sites em que projetamos. Como alguém disse na lista de discussão, temos que pegar o que é bom (e é muita coisa no caso do Nielsen) e a partir  disto evoluir.

Por causa de gente como esta, princípios elementares de usabilidade fundamentados na experiência estão sendo deixados de lado por designers achistas que gostam de vociferar que “o nielsen está enterrado” pra deixar meio que subentendido que eles sim que são bons por haverem superado  “o grande Mestre Usability Oracle Nielsen“.

Precisamos de menos achismo, e mais reflexão sobre experiências concretas e possibilidades reais. Não só na internet mas em qualquer coisa na vida.

Nunca iremos evoluir se ficarmos preocupados em “enterrar os precursores”. Devemos sim se preocupar em continuar seu trabalho, em nome de uma internet melhor.

As 10 Heurísticas de Krause

February 25th, 2009


Na hora de fazer uma análise de usabilidade de um site sempre vem aquela dúvida; quais pontos considerar para que não se esqueça nada. Existem muitos modelos de avaliação e espero divulgar os mais conhecidos aqui. Este check list em especial foi feito com base em heurísticas de gurus da usabilidade como Nielsen, Krug e Luisão (o analista de usabilidade aqui da empresa onde eu trabalho). Após listar todas as considerações mais conhecidas, selecionei as mais abrangentes para que todo bom arquiteto possa decorar e ter sempre em mente na hora de analisar um site.


1 - Feedback

O usuário sabe o que fez, que está fazendo e o que pode
fazer?

2 – Intuitivismo

O usuário demora muito para descobrir como pode operar o
sistema? Demora muito para tomar decisões? Comete erros?

3 – Controle

O usuário pode fazer o que ele deseja no momento em que ele
deseja?

4 – Consistência

O usuário tem “surpresas” que prejudicam o uso do sistema?

5 – Ajuda

Não achei/não consigo. Há algo que eu possa fazer?

6 – Atalhos

Existem outras maneiras de fazer/encontrar algo?

7 – Memória

É necessário lembrar de algo enquanto se usa o sistema?

8 – Amigabilidade

É legal usar o sistema? Posso me divertir fazendo isso?

9 – Conteúdo

Existe o que o usuário deseja encontrar, no formato
adequado?

10 – Funcionamento

É melhor um elemento que não existe do que um que não
funciona.

Elas não estão em ordem hierárquica. Todos estes conceitos devem ser levados em conta de forma equivalente na hora de ver se um site é bom ou não no quesito usabilidade.

Como tudo que paira na esfera do conhecimento, esta lista pode não ser ainda o texto sagrado da usabilidade. Mas se você puder adicionar mais coisas ou questionar, comente. eu e todos os usuários da web agradecemos.

Dicas de comunicação interna – Princípios básicos para uma equipe se entender melhor

February 18th, 2009

Ressucitando o blog, vamos voltar a ativa publicando os slides de uma palestra que eu dei na Mídia digital dia 23/01/09.

Muita gente passa por apuros na hora de se fazer entender com clientes e com companheiros de equipe. O erro na maior parte das vezes é que a própria maneira que concebemos nossas idéias pode estar errada. Passá-las para a frente então é fracasso na certa. Tentei passar algumas dicas pra que pensando melhor, você possa se comunicar melhor.

 

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Tutorial de Arquitetura de Informação

July 21st, 2008

Esta é uma rotina básica de Arquitetura de Informação que eu fiz a partir do tutorial publicado no webmonkey e traduzido por João Bruni. Adicionei umas coisinhas, tirei outras, mas de uma forma geral, é um bom começo pra se fazer um site decente. Se você ainda não tem experiência e achar interessante seguir esta metodologia, imprima este resumo e cole na porta da sua geladeira até terminar o projeto em que está envolvido, e vá marcando os passos já completados. Algun Termos podem ser difíceis de entender, mas nada que uma visitinha no site do João não resolva.

 

Lição 1 – Definindo Objetivos 

1.1- Objetivos

      Coleção formal

      Coleção Informal

1.2 – Perguntas

      Qual é a missão e o propósito da organização?

      Quais são os objetivos de curto-prazo e de longo-prazo do site?

      Quais são os públicos-alvo?

      Por que as pessoas irão visitar o seu site?

1.3 – Seleção de Respostas

      Seleção

      Card-Sorting com público alvo selecionado

       

Lição 2 – Definindo o Público Alvo e Competidores

 

2.1 – Definindo a experiência do usuário.


      Avaliar quem está envolvido e quais os conhecimentos de cada um em relação ao conteúdo do site.

2.2 – Definir o Público Alvo

      Definir todos os possíveis públicos-alvos do site e seus respectivos interesses. Agrupar em categorias se necessário.

2.3 – Criar cenários

      Criar cenários, histórias, condições de utilização do site.

2.4. – Análise Competitiva

      Análisar aspectos de linguagem e tecnologia da concorrência. Uma tabela ajuda.

 

Lição 3 – Conteúdo

3.1 – Conteúdo

      Quais componentes de conteúdo o site precisa?

      Quais tipos de funcionalidades tecnológicas serão necessárias

      Criar uma lista de conteúdo.

      Separar este conteúdo em categorias.

       

3.2 – Identificar o conteúdo e requisitos funcionais.

 

      Tipos de conteúdo: estático, dinâmico, funcional e transacional

      Necessidades tecnológicas de cada um.

       

3.3 – Agrupar e Rotular o Conteúdo

      Card Sorting do inventário de conteúdo entre os envolvidos no projeto.

      Documentar os resultados

       

Lição 4 – Estrutura do Site

4.1 – Estrutura

      Metáforas Organizacionais

      Metáforas Funcionais

      Metáforas Visuais

4.2 – Esculpindo


Mapa hierárquico e Organograma

4.3 – Definir a Navegação


Definição, a partir de Fluxograma, de Macronavegação Micronavegação, Navegação Global e Local.

4.4 – Documentar o processo.

 

Lição 5 – Aspectos Visuais

      Scatch

      Wireframe

      Grids de Layout

          Localização do usuário nas páginas